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Argentina: 10 coisas que você precisa saber antes de viajar

Por Nicolle Podlasek

Quer conhecer a Argentina? Separamos 10 coisas que você precisa saber antes de ir para lá. Confira!

Para fazer uma viagem fantástica, não é preciso ir muito longe, e a prova disso é a Argentina. O país vizinho tem uma estrutura turística incrível e oferece paisagens de tirar o folêgo, uma culinária rica e muitas opções para se aventurar. Separamos 10 coisas que você precisa saber antes de conhecer a Argentina, confira!

O que fazer por lá

Você já deve estar familiarizado com Buenos Aires, mas a Argentina é um país muito extenso, o que possibilita uma vastidão de destinos e opções de passeios. Confira a seguir alguns lugares e passeios imperdíveis para incluir no seu roteiro de viagem:

El Calafate

El Calafate é uma pequena cidade na Patagônia argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes, de paisagens pitorescas e famosa por sua proximidade ao Glaciar Perito Moreno, talvez o de mais fácil acesso pelo homem, e outros glaciares. Sua localização também atrai os praticantes de trekking, já que permite visitar facilmente El Chaltén, capital da modalidade na Argentina, e Torres del Paine, famoso parque chileno.

Parque Nacional Los Glaciares

Localizado a 80 km de distância de El Calafate, o parque é onde você encontrará famosos glaciares como Perito Moreno, Spegazzini, Upsala e Onelli.

Trekking no Glaciar Perito Moreno

O Glaciar Perito Moreno é geleira mais famosa da Argentina e principal atração de El Calafate, e é considerado uma das reservas de água doce mais importantes do mundo. Diferentemente de outros glaciares,o Perito Moreno desafia o aquecimento global e é um dos poucos do mundo que não está diminuindo, mantendo-se em equilíbrio. 

Uma opção para desbravar o lugar é o Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno. Ainda que a palavra mini trekking assuste um pouco, saiba que a caminhada é bem tranquila e qualquer pessoa sem nenhum problema de mobilidade e com um mínimo de condicionamento físico já consegue concluir a atividade sem maiores problemas. Tanto é, que esse passeio pode ser feito até mesmo por crianças maiores de 10 anos. Ele dura em torno de 1h30, passando por incríveis rupturas, sumidouros enormes e pequenos rios e lagoas de cores inconfundíveis. Nem mesmo estando em cima do glaciar é possível ter ciência da sua imensidão. É como se estivéssemos caminhando por infinito jardim de gelo.

Enquanto no Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno você tem a experiência de caminhar sobre um imenso glaciar, o passeio Big Ice Trekking eleva essa possibilidade a um patamar totalmente diferente. Com um nível de exigência alto, esse passeio permite desbravar pontos mais distantes do Glaciar Perito Moreno, indo de encontro a paisagens incrivelmente diferentes. São rios, lagoas, rachaduras, sumidouros e até pequenas cavernas de gelo perdidas no coração do glaciar somente aguardando para serem desbravadas. Vai encarar?

Conheça a cidade

Apesar de pequeno, o centro de El Calafate é bem simpático, e uma ótima opção para aproveitar o fim da tarde, para conhecer as lojas, restaurantes, pontos turísticos, etc.

El Chaltén

El Chaltén é conhecida por muitos como a capital do trekking argentino. Também não é para menos, já que essa pequena cidade serve como base para percorrer trilhas que nos levam a paisagens inesquecíveis.

Ushuaia

Ushuaia é a famosa cidade do fim do mundo, a mais austral (ao sul) do nosso planeta. Com uma impressionante história, é conhecida pela rica fauna local, que inclui pinguins e lobos marinhos, pelos belos bosques e lagos da Tierra del Fuego, por alguns trekkings incríveis e o excelente período de neve, que atrai esquiadores e praticantes de outros esportes de inverno todos os anos.

Parque Nacional Tierra del Fuego

Com uma incrível combinação de bosque, montanha e mar, o passeio pelo Parque Nacional Tierra del Fuego é perfeito para quem busca uma maior conexão com a natureza e sua belezas, mas sem abrir mão de um pouco de história.

Laguna Esmeralda

A Laguna Esmeralda é um dos lugares mais incríveis de Ushuaia. A água se destaca pela cor esverdeada, e a paisagem é de tirar o fôlego. Ela é cercada pelos Andes, e para ter acesso ao local, é preciso fazer um trekking.

Glaciar Vinciguerra

Você sabia que bem próximo da cidade há um reservado e pouco conhecido local que brinda uma das paisagens mais incríveis de Ushuaia? Esse é o Glaciar Vinciguerra, que serve como moldura para sua singular Laguna de Los Témpanos. De turfas às lengas, passando por castoreiras, a caminhada até o glaciar irá te apresentar características distintas da região em paisagens incríveis, mas não sem um pouquinho de esforço.

Um dos passeios mais clássicos de Ushuaia, a navegação tradicional pelo Canal Beagle te leva pelas águas do canal até o famoso Farol do Fim do Mundo, permitindo desbravar outros cantos menos conhecidos, como as popularmente conhecidas Ilhas de Lobos e Pássaros. Para aqueles que ainda não estão convencidos, o tradicional passeio pode ter uma adição incrível: avistamento de pinguins na Ilha Martillo, onde encontra-se uma incrível pinguineira e é possível avistar inúmeros pinguins de diferentes espécies!

Quando visitar o país

Qual a melhor estação escolher para viajar para a Argentina? Isso depende do local que você irá visitar. O país tem uma grande extensão de norte a sul, e é um lugar de muitos extremos, por isso você precisa saber o seu roteiro antes de programar uma data. Separamos abaixo algumas recomendações de acordo com as estações:

Verão

O Verão Austral – temporada que vai de novembro a fevereiro – é a melhor época do ano para conhecer o centro e sul da Argentina (Patagônia, Tierra del Fuego e região dos Andes). Nesse período, a temperatura é mais amena, e as visitas aos glaciares se tornam mais fáceis. Além de ser a época perfeita para quem curte desbravar as trilhas. No inverno, essas regiões têm muita neve e temperaturas muito baixas, o que dificulta o turismo, e muitas hospedagens, restaurantes e passeios não funcionam no período.

Inverno

Entre junho e setembro, meses de inverno na Argentina, é uma época boa para visitar a região Norte. Embora as temperaturas sejam baixas e possam chegar próximas a zero, o tempo estável faz esta ser uma das melhores épocas para viajar pela região.

Outono/Primavera

As estações do Outono e Primavera são ótimas para conhecer a região da Argentina Central. No verão, a região tem menos nebulosidade, no entanto, quem viaja na meia estação aproveita uma época com menos vento e menos turistas.

Feriados

É bom se atentar aos feriados no país, porque muitas lojas e restaurantes não funcionam nessas datas, além das cidades turísticas ficarem bem cheias.

Onde ficar?

El Calafate

El Calafate é um lugar muito pequeno, e destino daqueles que querer conhecer o Glaciar Perito Moreno, a 80 km da cidade. 

Para se hospedar, dê preferência a locais no centro da cidade, onde estão as principais agências de turismo, bancos, restaurantes e bares. A região é perfeita para turistas, que não precisam gastar muito com transporte, e explorar boa parte da cidade a pé.

Para aqueles que querem ficar mais afastados da área central, há acomodações com ótimo custo benefício em outras regiões, mas lembre-se de considerar o gasto com transporte para se deslocar para o centro da cidade.

Ushuaia

Com uma área de apenas 23 km², Ushuaia também é uma cidade muito pequena. Mas não se engane: a cidade está muito ligada ao turismo, tem uma estrutura hoteleira muito completa, e dispõe de acomodações para todos os bolsos e gostos.

A região próxima da Avenida San Martín, que é central, tem uma ótima infraestrutura para turistas, com restaurantes, agências de turismo, hotéis e pontos turísticos, além de ser próxima do Cais turístico, de onde saem os passeios de navegação. Algumas acomodações mais luxuosas ficam mais afastadas do centro, e podem ser uma opção para quem busca conforto e sossego. Há algumas que oferecem, inclusive, traslados gratuitos para o centro da cidade e para as estações de esqui.

Tipos de hospedagem

Ao planejar uma viagem, você irá perceber que existem diversas opções de locais para se hospedar. Todos os tipos têm pontos positivos e negativos, e o importante é escolher um local que se adeque ao seu perfil de viajante e orçamento. Recomendamos também que você pesquise a opinião de outros viajantes sobre o local onde você pretende ficar para tomar uma decisão. 

Para ajudar você nessa escolha, explicamos abaixo um pouco sobre cada tipo de hospedagem. 

Hostel

O local é conhecido por disponibilizar quartos com preços mais acessíveis, pois oferece ambientes compartilhados (quartos, cozinha, sala, etc). No entanto, muitos estabelecimentos têm opções de quartos privativos, para aqueles que gostam do seu espaço.

Pontos positivos: É o local ideal para quem quer conhecer pessoas e fazer amigos. A equipe costuma ser muito agradável, e o clima é de ajudar um ao outro. Alguns hostels vão ainda mais longe, promovendo eventos e atividades no local para os hóspedes.

Pontos negativos: Aquele viajante que está buscando reclusão e praticidade provavelmente não irá escolher essa categoria de hospedagem. O ambiente compartilhado significa que você terá que conviver com outros hábitos e costumes, algo que pode ser chocante e desgastante.

Hotel

Os hotéis estão entre as opções mais conhecidas entre os viajantes, e disponibilizam quartos e serviços para os hóspedes.

Pontos positivos: Esse tipo de hospedagem oferece comodidade e conforto. É uma ótima opção para casais ou grupos de amigos que querem privacidade.

Pontos negativos: O valor pode ser um dos mais altos entre as acomodações. Como a experiência é mais reclusa, se procura fazer amigos, essa opção não é a mais indicada para você.

Apart Hotel

O Apart Hotel une a estrutura de um apartamento com os serviços de hotelaria, como recepção, limpeza e lavanderia. Alguns estabelecimentos oferecem também café da manhã.

Pontos positivos: Os apartamentos têm uma estrutura completa, cozinha equipada, quartos e banheiro, e são ideais para casais ou amigos que preferem ter a liberdade de cozinhar e privacidade para o grupo. A comodidade dos serviços de hotelaria também é um grande ponto positivo!

Pontos negativos: O valor pode ser mais salgado, e o grupo não terá muito contato com moradores locais.

Apartamento alugado

Eles são apartamentos disponibilizados para turistas, e cobram diárias como um hotel. A diferença entre o apartamento alugado e o apart hotel é que o primeiro não oferece os serviços de hotelaria, como café da manhã e recepção. Para os serviços de limpeza e arrumação é cobrada uma taxa adicional ao fim da estadia.

Pontos positivos: Quem se hospeda em um apartamento, tende a se sentir parte da cidade e interagir mais com o local. Se você optar por ficar em um apartamento com o morador, ainda terá o auxílio de uma pessoa local para explorar a cidade. Você conta com a estrutura completa de uma casa para aproveitar, como cozinha e lavanderia, o que é ideal para pessoas que preferem cozinhar.

Pontos negativos: Os apartamentos não têm alguns luxos dos hotéis, como café da manhã. Como você estará hospedado na residência de outra pessoa, é importante seguir as regras dela. Se você optou por dividir o apartamento com o morador, também não terá muita privacidade.

Couchsurfing

O couchsurfing é uma rede social que conecta turistas e moradores locais, fornecendo hospedagem gratuita. Além disso, ela foca na troca de experiências entre os usuários, promovendo uma imersão cultural.

Pontos positivos: Você pode conhecer a cidade com a perspectiva de quem vive no local, e receber dicas de lugares sensacionais, mas não muito conhecidos. Incrível, não é?

Pontos negativos: Você estará hospedado na residência de outra pessoa, o que significa que terá que seguir as regras do morador, além de muitas vezes não ter muita privacidade.

Dica: Tanto El Calafate quanto Ushuaia possuem uma particularidade quanto a hospedagem. Em ambas cidades, boa parte das agências não buscam em endereços residenciais. Ou seja, caso não fique em hotéis cadastrados é possível que precise ir até algum ponto de encontro para os passeios que buscam no hotel.

Como chegar

Existem algumas formas de chegar até o território argentino, que variam em preço e tempo. Explicamos abaixo algumas maneiras de se deslocar até o país.

El Calafate

Por ser muito distante da capital argentina, ir para El Calafate de avião é a forma mais rápida de chegar ao local. Um voo de Buenos Aires até El Calafate dura em torno de 3h30. Para quem sai do território brasileiro, terá que fazer conexão em Buenos Aires, pois não há voos diretos para a cidade a partir do Brasil. Três companhias aéreas vendem passagens para El Calafate no Brasil – Latam, Aerolíneas Argentinas e Gol. 

O Aeroporto Internacional Comandante Armando Tola de El Calafate fica a cerca de 20 km de distância do centro da cidade. Não existe transporte público para o trecho, por isso, a forma de transporte mais usual é transfer ou táxi.

Ônibus e carro

Uma viagem para El Calafate partindo de Buenos Aires é extremamente cansativa, podendo durar mais de 40 horas. Não existem linhas diretas de ônibus entre as cidades, sendo necessário ir primeiramente para o município de Rio Gallegos. Por isso, não acreditamos que a opção vale a pena para férias curtas, e isso é válido para viagens de carro também.

Ushuaia

A forma mais confortável de chegar à cidade é por meio de avião, indo para o Aeroporto Internacional de Ushuaia – Malvinas Argentinas. O Brasil não disponibiliza voos diretos para a cidade, sendo necessário fazer uma parada em solo argentino – geralmente em Buenos Aires. Os voos da capital argentina até Ushuaia duram cerca de 3h30, e de El Calafate para Ushuaia, 1h20.  As companhias aéreas que fazem esses vôos são Aerolíneas Argentinas e Latam. É comum encontrar passagens multitrechos incluindo Buenos Aires, El Calafate e/ou Ushuaia.

O aeroporto fica a aproximadamente 7 km de distância do centro da cidade – cerca de 15 min de carro. Para fazer o deslocamento aeroporto-centro, você pode utilizar táxis. A corrida custa até US$ 10. 

Como chegar em Ushuaia de ônibus

Com uma distância muito grande entre Buenos Aires e Ushuaia, não há ônibus que percorrem todo o trajeto. A solução é ir para Río Gallegos, que fica a cerca de 600 km de Ushuaia, e de lá para o destino final. A viagem é longa e cansativa: 36h até Río Gallegos e mais 12h até Ushuaia, por isso recomendamos que avalie o custo benefício. 

Como chegar em Ushuaia de carro

Com início em Buenos Aires, a Ruta nº 3 é o único acesso à cidade por via terrestre. O local está a 3 mil km da capital, e a 880 km de El Calafate. Durante o inverno, a estrada exige maior cuidado devido ao gelo, e pede veículos com tração e uso de correntes nos pneus.

Você não precisa de passaporte para fazer uma viagem para a Argentina

Desde junho de 2008, os brasileiros podem circular entrar os países do Mercosul apresentando apenas o RG, o que inclui a Argentina. Isso porque o bloco econômico visa aprofundar a integração regional, o que simplifica a entrada dos brasileiros no país. Por isso, não é necessário tirar visto e nem apresentar passaporte. Porém, fazemos alguns alertas:

  • Para que o documento de identidade seja aceito, é importante que seja possível identificar o titular na foto. Por isso, é recomendado que o documento tenha no máximo 10 anos e esteja em bom estado.
  • Não são aceitos os seguintes documentos: CNH, Carteira de Trabalho, Carteira de Militar, OAB, e certidão de nascimento.
  • Crianças também precisam apresentar RG, e a certidão de nascimento não é válida para ingressar no país. Caso o menor esteja viajando desacompanhado ou acompanhado de apenas um dos pais, é preciso levar uma autorização dos responsáveis.
  • O passaporte também é um documento aceito para ingressar no país, desde que esteja dentro da validade. Algumas casas de câmbio pedem o passaporte para fazer a troca do real para peso.
  • O período máximo de permanência no país como turista é de 90 dias. Para estadias mais longas, é preciso solicitar o Visto de Estudante ou de Trabalho.

Preciso me vacinar para viajar?

Nos últimos anos,o Brasil tem sofrido com doenças como H1N1, febre amarela e dengue, então muitas pessoas não sabem quais das vacinas tomar antes de deixar o país.

Não importa a região a qual você esteja visitando, a Argentina não exige que brasileiros tomem qualquer vacina antes de entrar em território argentino. Isso significa também que você não precisa apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

Porém, se você quer se prevenir e tomar alguma vacina antes de viajar, é importante que faça isso com no mínimo 10 dias de antecedência. Dessa forma, caso tenha alguma reação, você ainda estará preparado para viver sua aventura, e a vacina terá tempo de fazer efeito.

Dinheiro

A moeda corrente na Argentina é o peso argentino. A regra geral é trocar o seu dinheiro no destino, pois o câmbio será melhor que no Brasil. Caso queira levar um pouco da moeda local daqui do Brasil para as despesas iniciais, troque o mínimo possível. E lembre-se: a cotação nos aeroportos costuma ser pior.

Vale a pena levar dólares para a Argentina?

A resposta é: depende. Para decidir se vale a pena ou não levar dólares para o país, é importante levar algumas variáveis em conta, como época do ano e a situação econômica do Brasil e Argentina.

Como nos últimos anos o real tem estado bem desvalorizado em relação ao dólar, a compra da moeda americana acaba ficando mais cara para nós brasileiros. Por isso, sempre compare antes, pois a questão de ser vantagem ou não pode variar conforme o cenário econômico atual.

Já na Argentina, foi implementada a nova lei de solidariedade social do governo de Alberto Fernández no fim de 2019, que inclui um imposto de 30% sobre as compras em moeda estrangeira no exterior, e será cobrado nos próximos cinco anos.

Entre dezembro e fevereiro, há muita busca por real nas casas de câmbio, o que faz com que a moeda se valorize. Por isso, nessa época, levar real pode ser mais vantajoso para quem vai para a capital. 

Leve tudo isso em consideração na hora de decidir qual moeda levar para o país.

Lembrete: o dólar é muito aceito em agências de passeios, mas não na entrada de parques nacionais. 

Hotel: cartão de crédito, débito ou pré-pago internacional

Desde janeiro de 2017, a Argentina isenta visitantes estrangeiros do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) nas diárias de hotéis. Para obter os 21% de desconto, no entanto, é necessário pagar a hospedagem no cartão de crédito, débito ou pré-pago internacional. O desconto é válido apenas para diária e café da manhã em hotéis –  apartamentos de temporada estão não estão inclusos. Não se esqueça desse detalhe, para diminuir os gastos na viagem.

Cuide da sua saúde

Em uma viagem, muitos imprevistos acontecem. Então é crucial que você esteja o mais preparado possível sobre as condições locais. Confira algumas dicas!

Cuidado com o Mal de Altitude

Se você for para regiões altas, como Aconcágua ou a Puna, no Noroeste, um dos primeiros fatores sentidos por turistas é a questão da altitude. O nível de oxigênio do ar pode causar uma baixa oxigenação do sangue, onde os principais sintomas são dores de cabeça, náuseas, fadiga intensa e falta de apetite. Para diminuir os sintomas, evite fumar, ingerir bebidas alcoólicas e fazer muito esforço físico. Se você tem alguma condição, converse com o seu médico antes.

Hidrate-se

Na maior parte da Argentina o ar é muito seco, o que pode acarretar em ressecamento da pele, lábios e cabelo, além de sangramento nasal. Nesse caso, use produtos bem hidratantes no corpo e beba muita água. Para o nariz, a utilização de soro fisiológico pode auxiliar.

Preciso me proteger do sol no frio?

O que muitos não sabem é que, mesmo com o clima frio, é importante ter muito cuidado com a exposição ao sol. O reflexo do sol na neve, inclusive, gera uma claridade que pode prejudicar a visão. Por isso, não esqueça de usar óculos escuros. Aplique protetor solar todos os dias, inclusive em áreas normalmente negligenciadas, como mãos e lábios.

Dicas de segurança

Sempre que estamos em um ambiente diferente, é importante ter alguns cuidados. A taxa de criminalidade na Argentina é menor que do Brasil, o que não impede que o viajante tome algumas precauções na hora de viajar. Separamos algumas dicas importantes:

  • Fique atento ao seu dinheiro e documentos, principalmente em locais de grande circulação de pessoas.
  • Ao fazer um pagamento com o cartão de crédito, certifique-se de que o cartão devolvido é realmente seu.
  • Tome cuidado com transporte clandestino. Escolha um meio de transporte que seja oficial no país, como táxis (com identificação) ou ônibus.
  • Leve uma cópia do seu documento de identidade e passaporte. Isso pode ser útil em casos de furto.
  • Não deixe pertences importantes onde você não pode ver, como na mochila ou bolso de trás da calça. Deixe em um bolso frontal ou interno.
  • Evite viajar com muito dinheiro vivo. Se precisar, deixe o grosso do dinheiro no cofre da recepção do hotel e peça um recibo.

O que comer na Argentina

A Argentina é muito conhecida pelas carnes e vinhos, mas a culinária no país não se resume a isso. Com grande influência europeia, a comida típica argentina é um verdadeiro festival de sabores. Confira alguns pratos para você deixar na sua lista:

Medialuna

Para começar a lista, vamos falar das Medialunas. A receita, muito parecida com croissants, é feita de uma massa em formato de meia-lua, que dá origem ao nome em espanhol. Elas são encontradas com facilidade no país em três versões principais: medialuna de manteca (doce), medialuna de grasa (salgada) e recheada (com doce de leite, creme e goiabada). Hmmmm!

Empanadas argentinas

Receita típica de origem espanhola, a empanada é uma espécie de pastel de forno. Elas são um clássico no cardápio argentino, além de muito democráticas – tanto pelo preço, quanto pela variedade de sabores, e com certeza você vai encontrar um que goste! 

Choripan

O Choripan, apelidado de “chori”, é um lanche tradicional argentino, que consiste em um pão recheado com chorizo grelhado, e pode ser servido com queijo ou vinagrete. O prato é simples e barato, e pode ser encontrado em qualquer lugar no país. Garantimos que você irá se surpreender com o sabor.

Bife de Chorizo

Um dos pratos mais conhecidos e lembrados quando falamos na Argentina, o bife de chorizo é um sucesso entre os turistas. Ele é o miolo do contrafilé selado em uma grelha e depois é levado à churrasqueira para assar, e pode acompanhar batatas fritas. Para deixar a experiência ainda melhor, harmonize o prato com um bom vinho e aproveite!

Milanesas

As milanesas são uma herança italiana, que foi difundida nos restaurantes portenhos. Para quem ainda não conhece, a iguaria é feita de um bife bem fino, empanado em ovo e farinha de pão, e em seguida frita. Para dar uma up, você pode pedir a versão com molho de tomate e queijo. Você também consegue experimentar a Suprema, que é feita com frango no lugar da carne bovina. Uma delícia!

Como você pode perceber, a culinária do país é muito rica, então a dica é: prove um pouco de tudo um pouco! Prometemos que você irá se surpreender com os sabores, e ainda pode sair com um novo prato favorito!
Para saber mais informações, já deixamos aqui no blog um post de onde comer barato em El Calafate.

Dica bônus: adquira um chip no país

Se você usa internet moderadamente e pretende visitar cidades maiores, você consegue viajar utilizando wi-fi de hotéis e restaurantes. No entanto, se esse não é o seu cenário, você irá precisar de um chip pré-pago. Ao adquirir um, você terá um número argentino para fazer ligações, mandar mensagens, e ter acesso à internet.

Existem várias operadoras, como a Claro, Personal e Movistar. Os chips estão à venda nas lojas das próprias operadoras, como também em bancas de jornal e até no aeroporto. Sempre recomendamos que fique atento ao valores cobrados nos aeroportos, que costumam ser mais caros que na cidade. 

Desde maio de 2017, o governo da Argentina determinou que o comprador do chip deve ter os dados cadastrados na linha pré-paga que adquiriu. Isso só pode ser feito nas lojas físicas das operadoras de telefonia mediante apresentação de documento, mesmo que o chip tenha sido comprado em outro estabelecimento. Sem o registro, não funcionam. Se você procura praticidade, compre o chip em uma dessas lojas.

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